Homem é preso após expor cartazes com ofensas discriminatórias contra nordestinos em condomínio na Zona Leste de Natal
Um homem de origem carioca foi detido em flagrante pelas forças de segurança pública nesta sexta-feira (6), na capital potiguar, sob a acusação de praticar os crimes de injúria racial e preconceito de procedência regional. A ação policial foi desencadeada no interior de um residencial localizado no bairro Tirol, situado na Zona Leste de Natal.
Conforme as informações prestadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o caso veio à tona após condôminos formalizarem denúncias a respeito da afixação de cartazes com conteúdo manifestamente preconceituoso nas janelas do imóvel ocupado pelo investigado. A disposição dos papéis permitia a leitura direta por parte de moradores, trabalhadores do local e pessoas que transitavam pelo condomínio. Os escritos atribuíam à população nordestina adjetivos depreciativos, associando os habitantes da região a quadros de incapacidade intelectual, atraso e limitação cognitiva, utilizando expressamente termos que qualificavam o povo nordestino como um grupo de pessoas "estúpidas, tolas e ignorantes".
Diante da gravidade das alegações, uma equipe de investigadores deslocou-se imediatamente até o condomínio indicado e constatou a veracidade dos fatos, encontrando os cartazes ainda visíveis nas aberturas do apartamento. No momento da verificação, o indivíduo confessou aos agentes ter sido o autor dos textos e o responsável por fixá-los nas janelas para exibição pública, segundo o relato oficial da corporação.
Os materiais de cunho discriminatório foram removidos e apreendidos pelos policiais para compor o conjunto probatório. O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à unidade policial especializada, onde acabou autuado com base nos dispositivos da Lei nº 7.716/1989, que tipifica os crimes resultantes de preconceito de raça, cor ou procedência nacional e regional. Concluídos os procedimentos cartorários habituais, o detido foi encaminhado para custódia, permanecendo à disposição do Poder Judiciário para as medidas cabíveis.
Em pronunciamento oficial sobre o episódio, a Polícia Civil do Estado sublinhou que os direitos fundamentais à livre expressão e à manifestação de pensamento não resguardam nem legitimam atos de intolerância ou agressões direcionadas a indivíduos e coletividades em razão de sua origem geográfica. A instituição reforçou o chamamento para que a sociedade continue colaborando no combate a ilícitos dessa natureza, utilizando o serviço sigiloso do Disque-Denúncia através do telefone 181 para reportar ocorrências análogas.


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